Tuesday, April 23, 2013

Trilha Sonora - Parte II

Povo do bem, segue novo trecho do capítulo de trilha sonora:



A rigor uma obra audiovisual é a junção entre sons e imagens sincronizados de forma a gerar um significado. O termo “trilha sonora“ abrange todos os sons que constituem o universo sonoro da obra audiovisual, incluindo os sons que não fazem parte da realidade ou dimensão das personagens, como as músicas- tema, segundo a Doutora em Comunicação e Estéticas  Audiovisuais, Márcia Regina Carvalho:


Na banda sonora – que chamamos aqui de trilha sonora – podemos identificar os seguintes elementos: música, efeito sonoro (sons reconhecíveis e irreconhecíveis  ou ruídos) e voz (falas e narrações). A trilha sonora, portanto, diz respeito aos códigos de composição sonora, ou em outras palavras, ao agenciamento sintagmático dos elementos auditivos entre si. As músicas, os efeitos sonoros e as vozes intervêm simultaneamente com a imagem visual. (CARVALHO, 2005)


Os demais gêneros ficcionais herdaram do cinema clássico uma tendência a utilizar os sons tornando-os imperceptíveis ao público, dessa forma reforça-se a situação dramática vivida pelas personagens e ludibria-se o espectador dando-lhe a impressão de que todas as intervenções sonoras, incluindo a música, faz parte daquele universo representado, tornando perfeitamente natural a execução de uma música, independente do gênero e época a que pertence, em um momento de emoção ou tensão das personagens.
Há outras abordagens possíveis para a trilha sonora de uma obra audiovisual, a não equivalência entre a imagem e o som sincronizados é uma delas, geralmente utilizados pelas diretores para ilustrar uma idéia ou representar uma metáfora.   



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