A rigor uma obra audiovisual é a junção
entre sons e imagens sincronizados de forma a gerar um significado. O termo
“trilha sonora“ abrange todos os sons que constituem o universo sonoro da obra
audiovisual, incluindo os sons que não fazem parte da realidade ou dimensão das
personagens, como as músicas- tema, segundo a Doutora em Comunicação e
Estéticas Audiovisuais, Márcia
Regina Carvalho:
Na banda
sonora – que chamamos aqui de trilha sonora – podemos identificar os seguintes
elementos: música, efeito sonoro (sons reconhecíveis e irreconhecíveis ou ruídos) e voz (falas e narrações). A
trilha sonora, portanto, diz respeito aos códigos de composição sonora, ou em
outras palavras, ao agenciamento sintagmático dos elementos auditivos entre si.
As músicas, os efeitos sonoros e as vozes intervêm simultaneamente com a imagem
visual. (CARVALHO, 2005)
Os demais gêneros ficcionais herdaram do
cinema clássico uma tendência a utilizar os sons tornando-os imperceptíveis ao
público, dessa forma reforça-se a situação dramática vivida pelas personagens e
ludibria-se o espectador dando-lhe a impressão de que todas as intervenções
sonoras, incluindo a música, faz parte daquele universo representado, tornando
perfeitamente natural a execução de uma música, independente do gênero e época
a que pertence, em um momento de emoção ou tensão das personagens.
Há outras abordagens possíveis para a
trilha sonora de uma obra audiovisual, a não equivalência entre a imagem e o
som sincronizados é uma delas, geralmente utilizados pelas diretores para
ilustrar uma idéia ou representar uma metáfora.
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