Tuesday, April 23, 2013

Convergência midiática - Parte II

Novo trecho aobre convergência:

Diferente das telenovelas que possuem, em média, duzentos capítulos e são gravadas quase que simultaneamente com sua exibição em rede nacional, as minisséries costumam ser gravadas por completo antes de serem veiculadas na televisão, o que permite que a equipe de produção tenha mais tempo hábil para realizar seu trabalho e possa se atentar aos detalhes,  corrigindo eventuais erros e discrepâncias antes do episódio ir ao ar.   


Trata-se do formato mais fechado do gênero: produto terminado antes de sua transmissão pelas emissoras, estruturalmente muito mais coeso que a novela, com fortes marcas de autoria no texto roteirizado. A novela, pelo contrário, dada sua enorme extensão e simultaneidade da elaboração e da veiculação, constitui um formato muito mais poroso.(BALOGH, 2002)



Dessa forma, podemos perceber que o povo brasileiro gosta de contar e acompanhar estórias. Apostando nessa predileção do público, a Rede Globo investe maciçamente nos programas do gênero dedicando boa parte de sua grade de programação a telenovelas e seriados. As minisséries são exibidas  pela Rede Globo apenas esporadicamente, um dos motivos apontados para para explicar a preferência da emissora em produzir mais novelas e seriados do que minisséries, segundo Balogh:

Tais características da novela bem como sua cotidianidade a tornam muito mais vulnerável às invasões do merchandising tout court, bem como do merchandising social e político. A minissérie, pelo contrário, abre pouco espaço para esse tipo de estratégia discursiva.(BALOGH, 2002)



Para Balogh, as características das minisséries brasileiras as tornam propícias para adaptar obras literárias, pois segundo a autora, as minisséries são o formato de ficção na televisão mais próximo da literatura:


As marcas de autoria e a clausura da minissérie em relação aos demais formatos de ficção na TV a tornam ideal para as adaptações da literatura, pois o formato representa o seu congênere mais próximo em termos audiovisuais, posto que é o produto que menos se insere nos moldes da “estética da repetição”.(BALOGH, 2002)


Convergência midiática

Trecho do capítulo sobre convergência de mídias:


Antes da chegada da televisão no Brasil, o gênero ficcional fazia sucesso entre o grande público através das rádionovelas, as populares “óperas do sabão”. Esses programas mexiam com o imaginário dos ouvintes, que preenchiam a lacuna visual, imaginando os cenários onde as situações vividas pelas personagens se passavam e as feições dos artistas que emprestavam suas vozes para os mocinhos e vilões da trama. As rádionovelas foram um fenômeno no país nas décadas de trinta e quarenta. Com a chegada e popularização do aparelho televisivo  e consequentemente com a migração dos profissionais do rádio para a televisão, o formato no rádio foi gradativamente perdendo espaço.
Durante as últimas décadas a televisão tem sido o principal meio de comunicação em nosso país, presente na maioria dos lares brasileiros, o aparelho televisivo tornou-se uma espécie de núcleo agrupador familiar, onde, pais, filhos, irmãos, tios e avós reúnem-se para assistir aos seus programas favoritos. Dentre esses programas televisivos, os que pertencem ao gênero narrativo continuam a destacar-se dos demais, a telenovela brasileira, sobretudo, as produzidas pela emissora Rede Globo, tornou-se produto de exportação nacional, as minisséries também chamam a atenção pelo requinte da produção. 

Trilha Sonora - Parte II

Povo do bem, segue novo trecho do capítulo de trilha sonora:



A rigor uma obra audiovisual é a junção entre sons e imagens sincronizados de forma a gerar um significado. O termo “trilha sonora“ abrange todos os sons que constituem o universo sonoro da obra audiovisual, incluindo os sons que não fazem parte da realidade ou dimensão das personagens, como as músicas- tema, segundo a Doutora em Comunicação e Estéticas  Audiovisuais, Márcia Regina Carvalho:


Na banda sonora – que chamamos aqui de trilha sonora – podemos identificar os seguintes elementos: música, efeito sonoro (sons reconhecíveis e irreconhecíveis  ou ruídos) e voz (falas e narrações). A trilha sonora, portanto, diz respeito aos códigos de composição sonora, ou em outras palavras, ao agenciamento sintagmático dos elementos auditivos entre si. As músicas, os efeitos sonoros e as vozes intervêm simultaneamente com a imagem visual. (CARVALHO, 2005)


Os demais gêneros ficcionais herdaram do cinema clássico uma tendência a utilizar os sons tornando-os imperceptíveis ao público, dessa forma reforça-se a situação dramática vivida pelas personagens e ludibria-se o espectador dando-lhe a impressão de que todas as intervenções sonoras, incluindo a música, faz parte daquele universo representado, tornando perfeitamente natural a execução de uma música, independente do gênero e época a que pertence, em um momento de emoção ou tensão das personagens.
Há outras abordagens possíveis para a trilha sonora de uma obra audiovisual, a não equivalência entre a imagem e o som sincronizados é uma delas, geralmente utilizados pelas diretores para ilustrar uma idéia ou representar uma metáfora.   



Trilha sonora



Fala galerinha do bem, segue trecho do capítulo sobre trilha sonora da monografia:


Este capítulo dedica-se a analisar a proposta sonora da websérie Heróis, e por proposta sonora, nos referimos as intenções do diretor  ao escolher determinada trilha  sonora  e seu atrelamento junto ao “visual”, ou seja, como os sons se relacionam e intervém com as imagens construindo uma narrativa.
No caso de Heróis, esta análise se dará com relação a função que a trilha sonora exerce  na websérie. Portanto, esse capítulo visa discutir se a utilização do áudio em Heróis é apenas a correspondência sonora daquilo que as imagens mostram, o que caracterizaria a trilha sonora como apenas mais um componente da montagem da websérie, tal como convencionalizou-se na produção do audiovisual clássico, ou se Heróis utiliza sua banda sonora de forma mais original e arrojada, diferenciado-a  da convenção e elevando a trilha sonora de patamar, fazendo com que esta não seja apenas mais um elemento narrativo, mas sim lhe dê uma significação própria dentro da narrativa.